quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tokyo Diaries - Day 6



Oi people! Eu voltei!!! Yay!

No meu sexto dia em Tóquio, resolvi ir para Ginza, um dos bairros mais conhecidos da cidade, tradicional e chique. 
Até então eu sabia pouco sobre lá, apenas que era repleto das melhores lojas de departamento e lojas de grife. Como minha missão era conhecer o máximo que pudesse de Tóquio, pesquisei um pouco no meu guia (Eyewitness Travel) e fui confiante com um super mapinha que o Rodrigo me desenhou, com os melhores lugares e lojas para visitar (que para falar a verdade estava trilhões de vezes melhor do que o meu guia, que é meio ruinzinho, eu não recomendo).

Decidida a almoçar assim que chegasse em Ginza, acabei não reforçando muito no café da manhã, e foi aí que errei feio. Antes mesmo de chegar na estação de Ginza, comecei a sentir umas pontadas de fome. 
Quando cheguei, dei uma olhada no meu mapa e fui seguindo as instruções de como chegar no restaurante, tendo como referência algumas lojas icônicas. 
Primeiro, virei na rua errada e andei pelo menos uns 10 minutos até perceber. "Ok, já era de se esperar" eu pensei. "Vamos voltar para onde comecei". Voltei.
Parei na esquina da intercessão das trilhões de ruas. Pensei, olhei no mapa, e pensei mais. Como eu não tenho o menor senso de direção (sério, nem com mapa, nem com google maps, nem com alguém me mostrando onde eu to com o Iphone, nem isso!), eu resolvi perguntar onde era a Uniqlo, porque sabia que era para o lado contrário de onde eu queria ir. Já na direção certa, eu teria que procurar uma Louis Vuitton.

Andando pela Chuo Dori (nome de uma das ruas principais em Ginza), nota-se como ali é uma parte de Tóquio bem diferente de Shibuya. Chuo Dori é uma avenida grande, com estabelecimentos enormes, desde lojas de departamento a flagship stores de grandes marcas internacionais. É inquestionável que é um bairro de luxo. Como eu morei em Londres por 3 anos, e estava mais do que acostumada com lojas de departamento e de grife, isso não me impressionou. Eu estava em busca da essência japonesa, aquele lugar escondido, ou aquela lojinha desconhecida com descobertas maravilhosas.

Andei por pelo menos meia hora. Sério. Andei MUITO, e lembrem-se que eu estava com fome. Depois dessa meia hora eu já estava morrendo de fome, e passando mal com o calor que fazia, claro, eu estava andando embaixo de um sol de 35 graus e desnutrida.

Quando parei para pensar, percebi que aquilo não estava certo, e que eu deveria voltar. Entrei em uma loja de departamento e pedi ajuda no balcão de informação. A moça foi um amor, procurou na internet, procurou no mapa da loja e procurou no meu mapa e me ajudou a me achar. Tive que andar a meia hora que andei de volta, claro, e quando cheguei no começo da rua, vi a maldita Louis Vuitton, toda coberta com tela de proteção, pois ainda não estava aberta. Mas dava SUPER para ver. Olimpia lélé.

Bom, logo que encontrei o caminho, também encontrei o restaurante e quase desmaiei na porta. Tenryu é um restaurante chinês, e super familiar, e existe há muitos anos. Foi recomendado por ter uma porção de gioza gigante deliciosa. Logo que sentei já pedi o gioza, sem mesmo olhar muito no menu. A comida, como sempre, não demorou para chegar (AINDA BEM), e quando chegou, fiquei um pouco impressionada. Eram realmente gigantes! Se eu não me engano, vieram 8 gyozas, de pelo menos 10 cm cada. Que beleza!!! Estava muito gostoso, eu super recomendo para um almoço rápido e econômico (foi um pouco mais caro do que o normal, mas para Ginza estava bem barato).

Depois parti para a Ito-ya, minha primeira exploração em Ginza. Ito-ya é uma papelaria enorme, com tudo e mais um pouco. Eu fui no prédio temporário, pois já há algum tempo eles estão reformando o local original, que fica em uma das ruas principais. A papelaria é reconhecida pelo seu clipe vermelho gigante, e foi assim que a encontrei. 
Me diverti muito lá. Olhei todos os andares, corredores e prateleiras. Meu cérebro ficou meio maluco, e eu não conseguia conter aquela emoção misturada com entusiasmo e ansiedade, e desespero também, porque eu realmente queria comprar tudo. TUDO. E hoje fico pensando que eu deveria mesmo ter comprado tudo. Mas eu agradeço que eu estava em uma fase Olimpia realista e não comprei tudo. Hahahahaha. Mas eu tirei foto de tudo o que eu queria comprar e achei fofo. 
Os japoneses adoram cartões, envelopes, papéizinhos e estampas. Eles adoram detalhe, e é disso que a Ito-ya é, de detalhes.
Um dos detalhes que mais me fascinou foi o Furoshiki, que é um pacotinho de presente em tecido. Um japonês nunca te dará um presente sem estar envolto por um Furoshiki. E há uma variedade incrível de estampas e tamanhos de Furoshiki. Lá na Ito-ya tinha um setor só de Furoshiki, uma pena que não me apaixonei por nenhuma estampa, se não eu levaria!
Eu amei a Ito-ya, é um paraíso visual. Eu recomendo ir com tempo, e com alguém que tenha paciência para ver tudo. Não acho que vale a pena ir correndo, porque a beleza dessa visita foi analisar todos os produtos.
Só levei um pacote de fita adesiva com desenho (muito barato aqui no Japão), um pacotinho de envelopes com flores e um grampeador SEM GRAMPO (pequenininho e rosa, lindjo). Mas eu quase quase quase levei uma agenda, com papéis extra, adesivos e marcadores. Quase. Do nada depois dessa visita, eu queria muito ter uma agenda linda cheia de cor e adesivos fofos, mas eu sabia que eu nunca iria usar a agenda, então eu desisti. Mas eu sempre fui uma menina de agenda na escola… que pena que as coisas mudam! Mas eu agradeço aos céus não ter mais 13 anos e estar no Japão. OBRIGADA! Se não eu estaria endividada até hoje, aos 22 anos. A Liberdade em São Paulo ajudou a conter minha obsessão por coisas de papelaria e pelo Japão.

Tendo que ir embora da Ito-ya (demorou, mas eu tive que ir embora, foi um momento triste), segui pela Chuo Dori, entrei em algumas lojas de departamento, fiquei impressionada com os preços, me irritei e saí, andei mais, olhei para as pessoas, encontrei muitas moças de Kimono (ebaaaa!!!), e finalmente cheguei na Uniqlo. Ui, preparados? O prédio da Uniqlo é nada mais nada menos que um edifício de 12 andares. DOZE. Sim!

Eu não sei se eu estava preparada, mas eu entrei na loja. Eu nunca tinha comprado nada na Uniqlo de Londres, não sei porque… talvez por quê os preços não eram iguais aos da H&M… talvez. Em Londres, a Uniqlo é meio cara. Assim, cara para padrões Olimpia, vida de estudante, sanduíche todos os dias (hahaha ok, nem todos os dias). E a Zara e a Topshop sempre me ganhavam (sendo que eu nunca encontro nada na Topshop, mas sempre quero tudo). Bom, voltando ao assunto!! Eu estou dando muitas voltas hoje né?!

A Uniqlo de Ginza é bem legal. Mas como o prédio é altíssimo, a organização dos setores era meio confusa, e eu me perdi (novidade). Também foi difícil encontrar algum vendedor, e eu tive dificuldade de encontrar o meu tamanho. Mas isso foi um problema que eu tive constantemente nas grandes lojas do Japão. Os tamanhos pequenos estavam sempre esgotados, afinal, os japoneses são mini.
Percorri todos os andares, descobri que o último andar tem uma ótima vista de Ginza (com banquinho e tudo), e que em algum andar do meio, havia uma passagem para a Dover Street Market de Ginza, que para mim, é uma loja de apreciação e conhecimento, incrível mas super inacessível (espero que isso mude um dia e eu possa me dar o luxo de comprar alguma peça incrível lá).

Voltando na Uniqlo, encontrei uma camiseta azul marinho, do meu tamanho (coro de anjos), com uma malha maravilhosa e um corte perfeito. Ainda me arrependo de não ter comprado outra, mesmo que não tivesse de outra cor. Bom, arrependimentos normais de viagem, certo? Mas o melhor da camiseta não foi a malha maravilhosa, ou o corte perfeito, mas o inesperado: o preço. Muito barato, fiquei muito feliz. E além de ficar feliz com a minha camiseta ultra básica, eu adorei o styling dos manequins da loja. No andar das camisas femininas, eles fizeram uma sobreposição de camisas de todas as cores e estampas que ficou incrível. Super japonês, muito inspirador.

Então, o que aprendemos com essa visita à Uniqlo de Ginza? Toda loja tem seus prós e contras. Não espere muitos vendedores para te ajudar, e para encontrarem o tamanho para você. Não espere encontrar o seu tamanho e espere se cansar de subir escadas, mesmo que sejam rolantes. Mas não deixe de ir, porque a loja é bem legal.

Assim que saí da lá, o sol já tinha ido embora, o que transformou a Chuo Dori em um espetáculo de luzes. Ginza é outra coisa de noite, é muito bonito. Fui andando e descobrindo prédios super interessantes, como o da Yamaha, e também descobri que a Shiseido tem uma delicatessen, cheia de docinhos e coisas lindas comestíveis. No mesmo lugar, também existe a Shiseido Gallery, que estava exibindo uma exposição de uma artista mulher, mas infelizmente estava fechada.

No caminho de volta para a estação, parei na Kyukyodo, loja super tradicional japonesa, original de Kyoto desde 1663, quando fornecia incenso para o palácio imperial durante a era Edo. Eles mudaram para Tokyo no século XIX, e além de continuarem a vender incenso, vendem uma linda variedade de produtos de papelaria, tudo basicamente feito de washi, tipo de papel tradicional japonês, super delicado.
Na Kyukyodo também se podem encontrar pincéis e suplementos de caligrafia, que ficam no segundo andar, junto com algumas antiguidades interessantes. É uma loja muito divertida pela diversidade e originalidade dos produtos. As estampas de washi são incríveis e muito originais.
A loja é cheia, tanto de japoneses quanto de turistas. Ginza é cheia de turistas. Foi o lugar onde eu vi mais ocidentais, e eu não gostei. Adoro andar pelas ruas e ser a única em não ter olhos puxados. Me sinto realmente no Japão.
A Kyukyodo é uma loja imperdível, não se deve deixar de ir quando estiver em Ginza. Logo na porta, há um mostruário com diversos leques, e eu sofri para não levar algum, me apaixonei pelos desenhos. Estou a procura de um leque bom e bonito, que possa durar por um tempo, e que eu possa usar no Brasil. Vendo os leques da Kyukyodo atiçou meu desejo pelos leques, e assim começamos um novo capítulo da viagem: "Oli e a busca do leque perfeito". Vamos ver quanto tempo dura!! No próximo post começarei com o capítulo 1 dessa nova aventura (hahahaha), com fotos dos leques que gostei da Kyukyodo.

Depois da Kyukyodo, me aventurei nas ruas de trás da avenida principal, que são cheias de lojas em prédios escondidos. Mas como quase todas as placas estavam escritas em japonês, não sabia de que se tratava em cada andar e acabei não entrando em nenhuma. Mas aposto que deve ser cheia de pequenas lojas escondidas e super fofas. Encontrei uma farmácia legal, e passei um tempo rindo dos produtos.

Finalizando o dia, fui até o famoso Kabukiza, um dos teatros tradicionais japonês, que fica ali mesmo em Ginza. Estava de noite e o teatro estava todo iluminado, muito bonito. O prédio é moderno, mas segue a estética tradicional japonesa e é quase todo em branco, com detalhes em preto, vermelho e dourado.

Espero que vocês tenham gostado!
Konbanwa!


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Hey I'm back!! Yay!!

On the sixth day in Tokyo, I decided to go to Ginza, one of the famous places in the city, very traditional and fancy. Until then, I didn't know much about it, only that it was filed with luxury shops and department stores. I had a mission in my mind, to get to know the city as much as I could, so I researched a little on my travel guide (Eyewitness Travel) and got an amazing map drawn and personalised by Rodrigo, that was awesome and much better than the tips from the travel guide (which was not very good, I don't recommend it, maybe only for the pictures).

I decided to eat when in Ginza, so I didn't have a good breakfast. Big mistake! Before I got to Ginza station I was already hungry, so you can imagine how hungry I was when I got lost twice, for almost an hour. Yes! I walked for half an hour trying to find the restaurant, only to find out I was in the wrong place. So I had to walk back that half hour, under a 35 degrees celsius sun, and breathing the beautiful Japanese humid hair.

In the meantime, I got back my consciousness and decided to ask for help in a department shop in Chuo Dori, one of the big streets in Ginza. The information woman was very nice, and helped me find my way. After looking up on the internet, trying to explain the way in her map, and after that on my map, I left the shop a little more confident. Soon after I found the restaurant and almost fainted at the door.

Tenryu is a traditional Chinese restaurant with many years of service. I was recommended this restaurant because of the giant gyoza, that was apparently delicious. And it was. I ordered without even looking well at the menu, and 8 giant gyoza came with not a lot of time waiting (as always, and THANKS THE LORD). They each had almost 10 cm, and were delicious. I really recommend it, and is near the Chuo Dori, and it's cheap (for Ginza prices). I ate only that and it was enough for the whole day.

Just after having lunch, I went to Ito-ya, my first real stop in Ginza. Ito-ya is a 4 floor paper shop, with everything and a little more. I found it by the giant red clip, a symbol of the store, and today, of Ginza. I had a lot of fun in that store. First, because there are so many cool products, that I didn't know which one I should start with, or touch first. I got a little dizzy, and anxious with happiness, and a little nervous. IT WAS SO MUCH INFORMATION!!

But, that was only for like, 10 seconds, than I got ok. I looked into all the floors and all the hallways. I'm still shocked how I didn't buy everything, because I really wanted everything. I got out with only 3 things: a stapler without staples (oh yes, Japan babe!), a package with 6 mini floral envelopes, and a duo of polka dot tape (cute and cheap). Only that!! Can you imagine? I was in a very strong realistic phase. But, I took pictures of everything I liked! So you can enjoy a little what I saw there.
Something that I appreciated was the attention to detail that every Japanese store, and every Japanese product has. It is so beautiful. And one of these details that caught my eye was the Furoshiki, which is a little fabric package that Japanese use to carry things, mainly to carry and wrap gifts. A Japanese will never give you a gift without it being wrapped in Furoshiki. And in Ito-ya, there was a hallway full of Furoshiki fabric, with loads of sizes and different patterns. It was a pity I didn't fall in love with any pattern, otherwise I would have bought one.
Ito-ya is a visual paradise, full of inspiration, and is an unmissable place, I really recommend it. But go with time and patience to look into things, and if you are accompanied, choose the person well, because it needs patience, time and attention.

After a while there, I had to go. It was difficult and sad, but Ginza was waiting for me, and so Uniqlo. Oh, yes, are you ready for Uniqlo? A little farther down in Chuo Dori, the Uniqlo building is breath taking only because it has 12 floors. TWELVE FLOORS. Of clothes! That's how you do it! Japan way baby!
My experience at Uniqlo Ginza was a mixture of good and bad things. First, the store is big, and there are not sales assistants enough for the size of it. They don't help finding sizes, 'because everything is on the shop floor'. Finding my size was impossible, but that wasn't just at Uniqlo, it was super difficult for me finding something in small, maybe because Japanese are super tiny. But, I found an amazing t-shirt, very basic, very simple, but with great fit and great fabric. And the best is yet to come… the price. It was cheaper than Primark in London! And amazing quality, which Primark could never beet.
So, I recommend going to the store because it is an experience. They even have a little passage to Dover Street Market, the greatest and cooler designer shop in the world (totally inaccessible to me, unemployed Olimpia, but full of interest to look for new designers and inspiration).

When I got out from the building, the sun was almost gone, and the lights were all lighten up. Ginza by night glows, and the streets are all illuminated by signs and names all along the avenue. It's really breathtaking.
I walked a little more in Chuo Dori, to discover a Shiseido Parlour, full of yummy vintage designed treat boxes and a Shiseido Gallery, that unfortunately was closed.

But another big experience of the day was the traditional Kyukyodo, original from Kyoto since 1663. Back in the day, Kyukyodo was the official incense supplier to the Imperial Palace, during the Edo Period. They moved to Tokyo in the 20th century, continuing the incense business, but adding products made of washi, traditional Japanese paper. Nowadays, you can also find writing brushes and historical pieces.
Kyukyodo is a very interesting store, there is a good energy, and the place is filled with beautifully made products, adding that most of them are ultra traditional designs.
And just in front of the stores, there is a beautiful fan display, with all the colours and patterns you can imagine, one prettier than the other. I got crazy, took them all, and really wanted to buy them all, but I couldn't… so I analysed and photographed them, what is the beginning of a new chapter in this trip: Oli and the search for the perfect fan. On the next post I'll start this 'adventure', showing some fans I found around Tokyo and other cities I visited.

Later I walked to Kabukiza, a traditional Japanese theatre, still in Ginza. The building was all lighten up, and made contrast with the white, black, gold and red colours of the building. Very pretty, and I wish I could get inside!

That was it! I hope you liked this post, and that I'm finally back.

Konbanwa!


The giant gyoza.

Tenryu.

Flower power building.

Chuo Dori.

Ito-ya chairs!

Animal cuteness envelopes.

One pattern prettier than the other!

love!


:)


The special tapes.


Favourites!

Say what?

Furoshiki!



The magical stapler.





Afro sticker.

Audrey is everywhere.

Seiko, iconic Ginza building.

A department store inside display.

The cool styling from Uniqlo's shirt floor.


The building!

One of the many traditional kimono stores.


Yummy Shiseido!




Kyukyodo store.







Trying to write something… faking it!

One thousand and one writing brushes.

Kabukiza theatre!




Cutie cutie is something I still don't know what it is… but is definitely cutie cutie!

Prohibited in Brazil, these stuff is still ok in Japan!! Of course I bought it!

Hidden cute store.

Adiós Ginza!

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