terça-feira, 17 de setembro de 2013

Japan Day 4 - Matsumoto

On my first asian weekend ever, I escaped Tokyo to go to Matsumoto, a two hour train from the japanese capital.
I was already used in traveling by train in England, where everything is relatively close, so two hours on a train felt a little too much for me, but all was forgotten by the nice view and good company, and by an awesome magazine which sold the weirdest things in the world, those types you can only find in Japan. I had lots of fun going through the pages.

Japan is a beautiful and very green country, full of mountains and incredible views. On the way, we passed through new reconstructed cities, and I hardly saw any old temple or traditional house, all due to the high number of earthquakes and natural disasters, and firebombing during the WW2. It is sad to think that so many buildings and temples were destroyed during these occasions, but that is why the japanese praise their standing monuments so much, specially Matsumoto Castle, the main attraction of the city, which still stands on its original structure, and is the oldest castle in Japan (built in 1504).

The city is very simple, with nothing really to see but the castle and the city art museum.
We first started with the castle, known by the japanese people as Matsumoto-jo. It has 6 floors, big wooden windows and is surrounded by a moat. It is beautifully tall and you can say that its main colour is black. Before entering, we were offered a free guided tour of the castle by some japanese middle aged men, that were so cute I wanted to hug them! One even spoke a little of Portuguese. Japanese are full of cuteness, even when they are older… I can't resist they are super nice all the time, and always smiling! London people, please learn with them!

We decided to go ahead on our own, and by going inside we were asked to remove our shoes, which made me happy as I love to walk bare-footed. But expecting to see furniture around the rooms, I was surprised to discover there was none. Castles in Japan weren't for residential use, but for protection. Samurai would use them to protect the city and themselves, and to reach each floor you have to use the stairs, which get steeper and steeper along the way up. And the curious thing was, old ladies were on fire climbing the stairs, and Olimpia here was quite tired at the end. Ok, it wasn't difficult for me at all, but those old ladies impressed me as they didn't show any type of tiredness! Ninja old ladies!

I enjoyed the visit to the castle very much, especially the last floor, which had a beautiful view over the city, and a nice and strong breeze to refresh the air inside. There is a legend which says a young samurai in 1618 had a vision of a well dressed woman that gave him a brocade bag and said if his master provide her with a 500g bag of rice every 26th of the month, she would protect the castle from fire and the enemy. The japanese people believe it is because of these offers that the castle survived from damage and still stands after all these years. Cute story!

Later we went to Matsumoto Museum of Art, which had a permanent exhibition in honour of the Matsumoto born artist Yayoi Kusama, famous for her countless dots. The exhibition was small but good, although it can't be compared to last year's Tate Modern Kusama's exhibition in London, which was incredible. At the Matsumoto Museum, my favourite parts were the yellow pumpkin (call it whatever you want, but that is a pumpkin for me!) and the light room.

After the museum I decided to explore the old part of the city, which consisted in one long street full of traditional souvenir shops, one cuter than the other. One of them caught my eye because it sold everything and more. They had fabrics, curtains, china, bags and paper, and as I opened the door to the store, a little old lady greeted me with the usual "Irasshaimase", with the cutest voice ever, and, obviously, I melted! Seriously, if I continue thinking everyone is mega cute, I will bankrupt myself in a week! But she was so adorable I had to buy something, so I took a postcard with something written in japanese (don't ask me what, I'm still trying to figure it out), which don't get me wrong, I really liked it.

On the same road, I found a shop selling japanese sweets, and had a beautiful garden on the side. Japanese sweets are a little doubtful, because they are most of the times made of beans, and for those who remember the taste, it can be quite funny (and not nice). But, I was really hungry and needed to trick my stomach until I found the saver combini of the day, so I chose the cheapest one, not really caring about the taste. But I was impressed of how good it was! I actually enjoyed it, and it had beans inside and all! Yes, I'm a weirdo, but at least I won't starve in Japan! Yay!

Later, on my way to the train station, I found a very peaceful and simple temple, which made me relax and watch the people coming to pray. I found temples a great place to be, especially to think. But my joyful Buddhist moment was interrupted by some heavy rain, and I had to leave and look for shelter. Combini super hero appeared on the corner of the road, giving me a place to sit, eat and write some postcards to lovely people in my life.

Back to Tokyo, we went to eat Ramen, a type of japanese pasta dish with water, meat and vegetables, at a restaurant called Ippudo, which is in Aoyama Dori. It was delicious. Apparently they have many branches, including one in New York. Definitely worth a visit!

That is it people! Another amazing day in Japan!
xx

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No primeiro sábado asiático da minha vida (que chique), dei uma fugida de Tóquio e fui visitar Matsumoto, cidade a duas horas de trem da capital japonesa.

Já mal acostumada a andar de trem pela Inglaterra, onde tudo é relativamente perto, duas horas me pareceram bem longas para se estar em um trem, mas tudo foi esquecido devido a paisagem boa companhia. O Japão é montanhoso e possui diversas eservas naturais. O caminho foi repleto de paisagens lindas e pontes ocasionais, mas quase nenhum sinal de templos ou casas antigas. Passamos por cidades relativamente novas, reconstruídas depois de grandes terremotos ou guerras.

E ah! Pequeno detalhe da viagem de trem que me divertiu horrores. A revista do trem, atrás de cada assento, continha itens bem peculiares e que só se encontram no Japão mesmo! Como por exemplo boné com cabelo de mentira e chapéu do Indiana Jones, tudo disponível para comprar no trem! Olha isso que maravilha, como podemos viver sem isso em outros países?

Ao chegar em Matsumoto, percebi que a cidade não era muito diferente das que passamos de trem. Ruas simples com casas modernas e sem muito design, contraste grande em relação a Tóquio, com sua imensa modernidade e poderosos prédios arquitetônicos. 

Mas não estávamos em Matsumoto pela cidade, mas sim pelo castelo. Conhecido pelos japoneses por Matsumoto-jo, é um castelo de seis andares construído em 1504, e considerado um dos três castelos mais importantes to Japão. Resistiu a terremotos, maremotos e guerras, e passou apenas por duas renovações no início do séc. XIX. Assim, é uma raridade apreciada aqui no Japão, por ainda estar de pé e nas fundações originais, e é o castelo mais antigo do país.

Assim que avistei o castelo, me emocionei por ter sido o primeiro prédio totalmente japonês que vejo. Ele é escuro, alguns dizem que é preto, e bem alto. Os telhados foram o que mais me impressionou, com suas "voltinhas" na ponta e desenhos na madeira.
O castelo é rodeado por um foço, e é majestoso. 

Ao entrar na área do castelo, uns senhores vieram nos oferecer uma visita guiada, cortesia para visitantes do castelo. Um deles sabia falar um pouco de português. Eram muito fofos, como todos os japoneses, e mais uma vez quis abraçá-los de tão fofos que eram. Agradecemos e entramos sem guia mesmo.
Depois de andar pelo jardim principal até chegar ao prédio, nos pediram para tirarmos os sapatos antes de entrar. Já me animei, pois adoro andar descalça.

No castelo, fiquei impressionada com um grande detalhe: não haviam móveis. Logo em seguida descobri que castelos no Japão não eram usados como moradia, mas sim como forte de proteção pelos samurais, que se protegiam subindo andar por andar, lacrando as entradas até chegarem ao topo e estarem "seguros". Mas o quanto mais se sobe, as escadas vão ficando cada vez mais íngremes e complicadas de subir. Eu posso dizer que foi um bom exercício e talvez um "wake-up call" que preciso entrar em forma, pois haviam diversas velhinhas (e quando eu digo velhinhas no Japão, elas são velhinhas mesmo) que estavam super energéticas e subiam as escadas facilmente e sem nenhum esforço. Ok, não me custou muito, mas cansou, e cansaço não parece nem passar pelo corpo delas! Velhinhas ninja!

Gostei muito do castelo, apesar de ser praticamente vazio, as subidas foram divertidas e a brisa que vinha das grandes janelas estava gostosa, e chegar até o sexto andar deu uma boa satisfação e uma linda vista da cidade. 
Diz uma lenda que em 1618 um jovem soldado teve uma visão de uma mulher muito bem vestida, que o presenteou com uma bolsa de brocado e disse que se seu mestre a presentea-se com um saco de meio quilo de arroz na noite de cada dia 26, ela protegeria o castelo do fogo e do mau. Assim, os japoneses acreditam que foi por eles nunca terem parado de oferecer a sacola de arroz para esse "espírito" que o castelo sobreviveu todos esses anos. Achei essa história super fofa.

Descemos todos os andares de volta, e fomos para o museu da cidade, que também te outra peculiaridade: é o local de nascimento da artista Yayoi Kusama, mais conhecida por suas obras repletas de bolinhas. Yayoi fez uma colaboração ano passado com a Louis Vuitton, e teve uma imensa exposição com seus maiores trabalhos no Tate Modern em Londres, que foi realmente incrível.
No museu de Matsumoto, havia uma exposição permanente com obras e instalações da Yayoi, bem legais, mas um pouco fracas em comparação com a exposição em Londres. Curti mesmo a sala de luzes e as abóboras (pense o que quiser, mas para mim são abóboras) amarelas com bolinhas pretas. Lá fora, até um ônibus da cidade e as máquinas de bebidas eram repletas de bolinhas! Super fofos.

Depois do museu, segui pela rua tradicional da cidade entrando em todas as lojas e apreciando cada objeto. Encontrei uma cheia de tudo. Papel, porcelana, bolsas de palha e cortinas. Assim que abri a porta ouvi uma senhorinha muito fofa dizer o tradicional "Irasshaimase" (bem vindo/posso ajudar) com uma voz incrivelmente fofa. Quis MUITO abraçar ela, quanta fofura em uma velhinha só! Ela sorriu para mim, e eu sorri de volta. Tudo na loja era delicado e interessante. Acabei levando uns cartões postais com escritos em japonês (não me pergunte o que, ainda estou tentando decifrá-los). Mas sério, se eu continuar achando todos os japoneses que me atendem em loja fofos eu vou entrar em falência na primeira semana nesse país! Me ajudem! hahahaha

Nessa mesma rua encontrei uma loja de doces japoneses que tinha um jardim super bem cuidado do lado, e um restaurante no fundo. Esses doces são sempre um pouco suspeitos, porque são de feijão, parecem deliciosos mas na maioria das vezes não são. Mas como estava morrendo de fome, resolvi escolher o mais barato para comer e matar minha fome até eu encontrar um combini salvador. Além de ter uma embalagem linda, estava uma delícia! Fiquei chocada de como eu gostei do doce, e que me fez querer mais, mesmo tendo recheio de feijão. Ok, sim, eu sou estranha, mas não morro de fome no Japão!

Fui andando e encontrei um templo perto do centro da cidade, meu segundo templo aqui no Japão. Passei um bom tempo por lá, assistindo a pessoas fazerem reverência na porta, e a tocarem o sino, que fica pendurado na porta para veneração. Fiz o mesmo e curti a paz que é estar em um templo japonês. Infelizmente começou a chover e tive que me esconder em um combini, onde escrevi alguns cartões postais para pessoas queridas lindas da minha vida (em breve vocês receberão em suas casas mais um cartão postal da coleção Olimpia!).
Eu adoro mandar cartões postais para meus amigos e família, sempre que visito alguma cidade. E também adoro receber também (#ficaadica).

De volta em Tóquio, fui jantar Ramen, macarrão delicioso japonês, com um molho de sopa super especial e cheio de gostosuras dentro. Fomos no Ippudo na Aoyama Dori, mas existem várias filiais do restaurante, e parece que tem uma em Nova York! Super vale a pena provar, é uma delícia.

Encerrando mais um dia no Japão em ótimo estilo!
Beijos
xx

P.S.: Minha câmera ficou sem bateria logo depois de sair do castelo, então por favor, não reparem na mudança de qualidade das fotos, tirei com meu "maravilhoso" celular!


Train to Matsumoto




I need this NOW


Super useful, definitely



Yayoi's bus!

I promise I didn't match my skirt to the fact it was Yayoi Kusama's city! Just coincidence!

Matsumoto Castle


Cute old lady








The steepest stair of the castle




From the 6th floor


 Japa baby in dots!












Yayoi Kusama's pumpkins


Red room




My favourite room at the exhibition


Dots everywhere


Outside the museum

Matsumoto's street manhole decoration


One of Matsumoto's traditional shops




Japanese sweet store


The beans sweet!


Yummy


Love this pattern


Met at the temple






Another magazine discovery, Haco


Yakult aaaa!!

My new nails yaaaayy

Ramen


Ippudo's menu

2 comentários:

  1. What a lovely place! And the castle, all in wood! Fantastic. And the museum is very, very nice. But the highlight is your description of the food. You should write for gastronomy magazines!

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  2. ameii!! continue postando !! da onde vc tirou essa ideia de ir para o japao??? so vc mesmo!! aproveita muitoo!! deve ser incrivel aii!!! beijoooos

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